quarta-feira, 6 de março de 2013

KISS


Arte: Lucaino Irrthum
No dia 14 de novembro de 2012, fui com meu primo no show do Kiss no ginásio Gigantinho, em Porto Alegre/RS. Quem nos levou foi meu tio e minha tia. Antes de saírmos de casa, minha tia e meu tio maquiaram a mim e meu primo com as máscaras do Kiss. Eu fui maquiado de Peter Criss (baterista) e meu primo de Gene Simmons (baixista).
Henrique Reis

Quando chegamos ao Gigantinho muitas pessoas quiseram tirar fotos comigo e meu primo por causa da maquiagem. Entramos, e um cara pediu para tirar uma foto da gente. Descobrimos que ele era da produção do evento quando nos trouxe duas palhetas personalizadas e com a assinatura do Gene Simmons. Ele mostrou a foto da gente para a banda no camarim, antes do show, e a banda mandou as palhetas. Em seguida começou o show de abertura com a banda gaúcha Rosa Tattooada.

O show do Kiss atrasou um pouco. Mas, quando começou foi muito legal. Eu vi o Eric Singer (baterista) pegar uma bazuca no meio do show e soltar fogo. Teve o bass solo do Gene Simmons onde ele cuspiu sangue, e quando atirou o pano sujo o meu tio o pegou. Como estávamos ao lado do palco, meu tio também conseguiu pegar uma toalha que o Gene limpava o suor. No final do show, meu tio chamou o roadie do Gene e pediu o set list.
O show foi muito legal. A banda abriu com a música “Detroit Rock City”, mas tocaram outras músicas que gosto, como: “I Love it Loud”, “Love Gun”, “War Machine”, “Black Diamond”, “Calling Dr. Love”, “I Was Made Loving You” e “Lick it Up”. O fim do show foi com a clássica “Rock’n’roll All Nite”.

Ingresso
Confira o slideshow da apresentação do Kiss montado por Anderson Ferreira:


Texto: Henrique Barbosa dos Reis (12 anos)
Redação Final: Denílson Rosa dos Reis
Ilisutração: Luciano Irrthum (MG)

sábado, 8 de dezembro de 2012

ROBERT PLANT

Arte de Jeferson Adriano

Na minha adolescência, quando descobri o rock, uma das bandas que fez minha cabeça foi o Led Zeppelin. A banda apresentava um rock pesado, mas com composições muito bem elaboradas e, tudo isso, com os dois pés fincados no Blues, o que, alguns anos depois, me fez curtir ainda mais o Led. Além disso, quando peguei uma guitarra nas mãos, queria aprender aqueles riffs fantásticos do senhor Jimmy Page.

O dia 29 de outubro de 2012, oportunizou-me realizar um sonho de adolescente. No palco do ginásio Gigantinho, em Porto Alegre/RS, estava o senhor que foi o band líder e a voz do Led Zeppelin, Robert Plant. Ele veio ao Brasil com sua mais recente turnê ao lado de sua banda de apoio, a Sensational Space Shifters, um time de ótimos músicos e totalmente integrados ao projeto de Plant. Robert ainda solicitou que o show de abertura fosse com um músico que representasse a música regional do Sul, e neste caso, foi escalado Renato Borghetti, que faz um som regional com uma mistura jazzística. Perfeito!

Arte de Henry e Fafá Jaepelt
Pontualmente às 21h30, Robert Plant subiu ao palco mostrando que não ficaria à sombra do passado. Durante a primeira metade do show mostrou músicas do seu mais recente disco, onde a influência da música indiana e africana são marcantes. Influências estas incorporadas na releitura de clássicos do Blues como “Spoonful” e de sua grande banda, como em “Black Dog”. “Ramble On” fez o público cantar junto e ovacionar o ídolo, já que manteve-se o arranjo original. Quando o riff de “Whole Lotta Love” soou no palco, o ginásio veio a baixo, mesmo que Plant logo mostrasse uma sonoridade diferente. O show transcorreu tão bem, que sem se perceber, passou-se 1 hora e meia de música.

Aos 64 anos de idade, Robert Plant teve fôlego para voltar ao palco e brindar o público, que lotou o Gigantinho, com dois clássicos do rock e do Led Zeppelin: “Going to California” e “Rock’n’roll”, aí com o público cantando, digo, gritando de euforia.

Confira o vídeo de "Rock'n'roll" ao vivo em Porto Alegre gravado por Denilson Reis e editado por Anderson Ferreira:


Ingresso para o show de Robert Plant em Porto Alegre/RS:



Texto: Denílson Rosa dos Reis
Ilustrações: Jeferson Adriano (MG) e Fafá & Henry Jaepelt (SC)

sábado, 22 de setembro de 2012

IRON MAIDEN

Ilustração de Gazy Andraus

Espetacular! Simplesmente espetacular! Foi assim o show que o Iron Maiden fez no dia 4 de agosto de 1992 no Gigantinho.

Encerrando a parte brasileira da turnê mundial “From Here To Eternity”, em lançamento de seu novo LP “Fear Of The Dark”, Iron Maiden chegou à Porto Alegre para um show magnífico. O show do Iron é um daqueles imperdíveis, uma oportunidade única, e por isso certamente foi o motivo para a vinda de aproximadamente 20 ônibus do interior do estado para Porto Alegre. Cerca de 10 mil pessoas – público bom, levando-se em consideração a situação do povo brasileiro e o alto preço dos ingressos – foram ao delírio quando Dave Murray e Janick Gers (guitarras), Nicko McBrain (bateria) e Steve Harris (baixo) literalmente comandados por Bruce Dickson (vocal), subiram ao palco após a rápida abertura da banda Thunder, também da Inglaterra.

O primeiro petardo da banda foi “Be Quick Or Be Dead” do novo LP para logo em seguida levarem o público ao êxtase com a clássica “The Number Of The Best” e aí as clássicas não pararam a não ser pela execução das músicas do novo LP, cerca de 5 músicas. O público urrando e o Iron detonando o seu metal de alta qualidade. Os músicos são realmente excelentes! Nicko McBrain ficou simplesmente escondido atrás de sua imensa batera; Steve Harris sempre foi considerado um dos melhores baixistas do heavy metal e realmente ele o é; Dave Murray mostrou tudo que sabe; o estreante Janick Gers conseguiu fazer com que não sentíssemos a falta de Adrian Smith com uma estupenda apresentação; enquanto isso Bruce Dickson comandava o show levando a galera, correndo de um lado para o outro do palco e soltando um poderoso vozeirão.

Quase no final do show, que durou aproximadamente duas horas, foi à vez de o monstrengo Eddie subir ao palco. O show como falei no começo foi espetacular. Agora é só esperar uma remota volta do Iron.

Texto: Denilson Rosa dos Reis
Ilustração: Gazy Andraus (SP)

JORGE BEN JOR

Ilustração de Paulo Fernando

Para encerrar o Congresso da Cidade de Porto Alegre, nada melhor que muito suingue, balanço e alegria, em um show contagiante. A Prefeitura de POA acertou em cheio: Jorge Ben Jor. Ele é uma lenda viva da MPB, um verdadeiro ‘dinossauro’, redescoberto pela gurizada através de seu hit “W/Brasil” que rola direto em todas as FMs e AMs, até nas mais alternativas. E estão todos certos, independente do público alvo, o cara é bom mesmo.

O show foi no Largo Glênio Peres – centro de POA – no dia 19 de dezembro de 1993 para um público de mais ou menos 15 mil pessoas. Tinha de tudo, uma verdadeira fauna de tribos: os playboys de última hora, quase desavisados, o pessoal da MPB, os ‘locão’ de sempre e a galera do suingue, todos no maior embalo e numa boa.

No palco Jorge Ben Jor mandava ver com os sucessos da antiga como “Fio Maravilha”, “País Tropical”, “Taj Mahal” e músicas do seu mais recente disco, “23”, o 28º de sua carreira. Mas a música que levantou a galera foi realmente “W/Brasil”, cantada em coro por todos, foi de arrepiar. Jorge Ben Jor mostrou que está na melhor forma e aproveitando bem este momento de preferência nacional.

Texto: Denilson Rosa dos Reis
Ilustração: Paulo Fernando (CE)

domingo, 26 de agosto de 2012

BLACK SABBATH

Ilustração de Jusciano Carvalho

Quarta-feira não é o melhor dia para se curtir um show, principalmente se for no inverno e estiver chovendo. Mas, morar em Porto Alegre é isso, show internacional fim de semana fica sempre para RJ e SP, mas tudo bem. O Black Sabbath, lendária banda dos anos 1970 e a precursora do heavy metal chegou a POA dia 1º de julho de 1992, numa quarta-feira para um memorável show no Ginásio Gigantinho trazendo na bagagem além da segunda formação (Ronnie James Dio, Geezer Butler, Tony Iommi e Vinnie Appice), o lançamento do novo LP “Dehumanizer”.

O show estava previsto para as 21h e só às 20h e 45min foram abertos os portões, com um dado curioso. Dizem que metaleiro é agitador e anarquista. Mesmo com esta demora não houve tumulto na entrada, ao contrário do show do Faith No More – nada contra a banda, que 70% do público eram de “mauricinhos” e “patricinhas” e quase houve um massacre na entrada.

As 22h e 15min o Black Sabbath sobe ao palco vendo os quase oito mil metaleiros para uma viagem as origens do heavy metal. O show não poderia ser melhor, além das canções do novo LP o Sabbath detonou todas as músicas que o público queria ouvir. Ninguém ficou decepcionado, até eu que prefiro os vocais do Ozzy tive de dar o braço a torcer pro Dio, o cara comandou o público excepcionalmente e com um excelente vocal. Iommi não é considerado um guitarhero, mas sua guitarra precursora do heavy é incomparável. No solo Iommi detonou riffs pesados misturados a solos rápidos tendo como fundo um sintetizador monstruoso. Vinnie é um demolidor de bateria, enquanto Butler mantém a marcação para Iommi. O show foi maravilhoso, músicas como “War Pigs”, “Sabbath Black Sabbath”, “Heaven and Hell” e “Iron Man” levaram o público ao delírio. O bis não poderia ser mais paranóico, afinal eles atacaram de “Paranoid”.

Texto: Denilson Rosa dos Reis
Ilustração: Jusciano Carvalho (DF)

IAN GILLAN

Ilustração de Sandro Andrade

Mais um dinossauro do rock desembarcou em Porto Alegre para alegria de autênticos roqueiros sedentos de um bom rock’n’roll. Ian Gillan, a voz do Deep Purple fez show no Auditório Araújo Vianna no dia 9 de maio de 1992 em lançamento de seu mais recente álbum “Toolbox”. Este é o 7º da carreira solo de Gillan, mas nada se compra a sua colaboração com o Deep Purple e até mesmo com o álbum que gravou nos anos 1970 com o Black Sabbath. Ano passado teve o Purple sem Gillan e sentiu-se a sua falta. Este ano tem o Gillan sem o Purple e sentiu-se falta deles. Mas vamos ao show.

Com meia hora de atraso começou o show que estava previsto para as 21h. Gillan subiu ao palco com cabelos soltos dançando e batendo palmas, o público vibra ao ver seu ídolo de perto. As músicas deste seu álbum “Toolbox” não são conhecidas do público, mas o pessoal aplaude a cada final de música. Mas quando Gillan chama “Black Night” à coisa é diferente e o pessoal canta junto, num clima emocionante. Gillan conduz o show exatamente como manda o figurino, solta seus famosos agudos e gemidos, toca harmônica, e, pasmem, faz um solo em uma tumbadora.

Enquanto isso a banda vai fazendo seu papel. O baterista Leonard Haze fica na sua; o guitarrista Dean Howard infelizmente deixa a desejar; o baixista Brett Bloomfield é um monstro, um excelente músico, o cara literalmente rouba o show de Gillan, fica o tempo todo batendo cabeça e fazendo caretas para o público. O show foi bom, isto se levando em consideração que era Ian Gillan que estava lá no palco. O final, a exemplo do show do Deep Purple foi com “Smock On The Water” e o público delirou.

Texto: Denilson Rosa dos Reis
Ilustração: Sandro Andrade (RS)

quinta-feira, 19 de julho de 2012

RATOS DE PORÃO


Ilustração de Luciano Irrthum

O Ratos de Porão – João gordo, Jabá, Jão e Maurício – fizeram no dia 26 de outubro de 1991, uma memorável apresentação no Auditório Araújo Vianna em Porto Alegre. O público estava bem misto, alguns carecas, um bom número de punks e muitos headbangers e todos estavam à vontade para ver os Ratos de Porão. A abertura do show coube a três bandas locais: M-19, Sarcástica e Quadrilha de Morte. A melhor das três foi a Sarcástica que faz um som bastante influenciado pelo Metallica.

O Ratos de Porão entraram no palco na maior, sem aquele papo de abertura. Quando menos se esperava, lá estava João Gordo & Cia detonando o seu crossover (hard core/thrash-metal). O show começou legal, logo no começo João já detonava um carinha que subiu ao palco chutando o equipamento, azar o dele. João aproveitou para dizer: “enquanto tiverem babacas como este, não vai ter show em Porto Alegre”. Mais adiante João deu mais uma declaração: “pro pessoal que nos chama de traidores digo que a única coisa que mudou nos Ratos de Porão foi que eu estou uns 70kg mais gordo e o resto do pessoal estão cabeludos”. O som estava muito bom, musicas com “Beber Até Morrer” e algumas do começo de carreira tocadas em comemoração, junto com as covers “Work For Never” do Extreme Noise Terror, “Command” dos Ramones e “Ramones” do Motorhead. Alias a cover do Motorhead matou a pau.

Texto: Denílson Rosa dos Reis
Ilustração: Luciano Irrthum (MG)