domingo, 20 de setembro de 2015

ERIC CLAPTON

Arte de Jader Correa
Eric Clapton é um branquelo inglês que tem a alma do Blues. Foi assim que eu defini – quanta pretensão – o show de despedida deste senhor de 56 anos que passou por Porto Alegre dia 10 de outubro de 2001.

As 40 mil pessoas que lotaram o Estádio Olímpico puderam conferir de perto que Eric Clapton realmente tem a alma do Blues, não porque tocou Hoochie Coochie Man, um dos maiores clássicos do gênero, mas porque é isso que sentimos quando ele está solando, seja num rock’n’roll ou numa balada.

Mas nem todos que foram ao show estavam para conferir sua veia blueseira, a esmagadora maioria foi para curtir os clássicos de Clapton, e ele não decepcionou ao público, os eternos hits não foram esquecidos. Músicas como Layla e Cocaine, as baladas Tears in Heaven e Wondeful Tonight e o clássico do Crean, Sunshine of your Love fizeram o público sair do estádio dizendo que o show valeu o ingresso.

Texto: Denilson Rosa dos Reis

Ilustração: Jader Correa (RS)

domingo, 12 de julho de 2015

SURFACE – ANVERSO

Cláudia, Débora, Cientista e Miguel
A banda Surface foi formada em 1997, em Londrina/PR. Neste período lançou 4 CDs, 1 DVD, 1 Split/CD e participou de várias compilações – inclusive na Argentina, França e Rússia. Apesar das dificuldades de se fazer rock no interior do país conseguiu ter o nome em destaque por várias vezes. A banda participa ativamente do cenário underground nacional.

Em 2007 seu 3º CD “Desafio” obteve a honrosa 6ª posição na categoria de melhor álbum punk/hardcore pela revista Dynamite. Foi lembrada por 300 jornalistas e produtores de todo país e ficou muito bem classificada mesmo sem a estrutura de grandes gravadoras/produtores.

Divulgando para todo país e exterior a força do rock Londrinense, a banda mantém ao mesmo estilo desde o começo, punk rock e hardcore. Conciliando o peso do instrumental com a melodia dos vocais femininos. Já se apresentou por várias cidades do pais e tocou com bandas de renome.

CD e DVD "Anverso" da Surface
Atualmente divulga seu recém lançado 4º CD e um DVD, “Anverso”, no mesmo Box. Uma produção de mais de 3 anos de muito trabalho e investimento que tem um show completo e conta um pouco da história da banda. Produção Lab Rec (selo do Cientista) e patrocínio da Prefeitura de Londrina.

Tive o privilégio de ouvir o CD e assistir ao DVD. Show competente e bem produzido com um vocal feminino bem bacana e com o peso ideal para uma banda com influência do punk/hardcore. Outro belo presente é o material extra do DVD que traz a história da banda e como pano de fundo a história do movimento underground nacional, em especial destaque para os fanzines.

Formação: Cláudia (baixo); Débora (vocal); Luiz Eduardo Cientista (bateria) e Miguel (guitarra).
Contatos: facebook.com/surfacelondrina – cientista1@gmail.com

Confira o clip da música “Outro Engano” clicando na imagem abaixo:

Fonte: release

sábado, 20 de junho de 2015

MONSTERS TOUR 2015

Três monstros do “metal” estiveram em Porto Alegre/RS, dia 30 de abril, no estádio do São José para uma celebração do rock pesado. O ‘line up’ do evento intitulado Monsters Tour contou com Ozzy Osbourne, Judas Priest e Motorhead, ou seja, três nomes consagrados e com carreiras consolidadas, fato para fã nenhum do heavy metal deixar de comparecer ao festival.

Arte de Henry Jaepelt
A banda gaúcha 012 foi convidada como anfitriã, mas infelizmente a maioria do público que lotou o estádio não viu a apresentação dos guris. Falta de organização na coordenação da entrada do público e atraso na abertura dos portões fez com que se formassem longas filas. Outro problema de logística foi os poucos banheiros químicos, o que causou transtornos no intervalo dos shows. Mas vamos aos shows!

Pontualmente às 19h30, o Motorhead subiu ao palco trazendo toda a aura de um dos caras mais admirados do rock’n’roll, o senhor Lemmy. Depois de cancelar o show de São Paulo, os gaúchos estavam na expectativa, mas Lemmy compareceu e ao lado de Phil Campbel (guitarra) e Phil Taylor (bateria), o power trio contagiou o público com clássicos como “Ace of Spade”. Grande show de rock, bem basicão, sem muita técnica e virtuose, mas levantando o público.

Arte de Sandro Andrade
Às 21h15 foi a vez do Judas Priest ocupar o palco do Monsters Tour. Trazendo à frente o vocalista Rob Halford, o Judas mostrou um “metal” competente com uma dupla de guitarristas de primeira: Glenn Tipton e Richie Faulkner, além da cozinha ‘pesadassa’ formada por Scott Travis (bateria) e Ian Hill (baixo). Com uma carreira consolidada, o Judas Priest mostrou uma performance bastante competente, agradando ao público com músicas como “Breaking the Law” e “Pankiller”.

Arte de Laudo Jr
Para fechar a noite, mostrando pontualidade britânica, Ozzy Osbourne iniciou seu show às 23h, conforme marcado no cronograma. O show do Ozzy é um espetáculo, uma aula do melhor do rock pesado. Além do carisma de Ozzy, ele vem com uma banda fantástica composta por músicos de alto nível: Gus G (guitarra), segue a escola dos guitarristas do Ozzy; Tommy Clufetos (bateria), mostrou porque foi chamado para tocar na última turnê do Black Sabbath; e Rob Nicholson (baixo) e Adam Wakeman (teclado), também mostraram que estão à altura. No show temos um desfile de clássicos, tanto da carreira solo do Ozzy como do Sabbath.

Após a apresentação das três bandas, o público saiu satisfeito com a escolha das atrações, Ozzy Osbourne é o pai de todos e, Lemmy e Halford são duas lendas do “metal”. Os caras deram uma aula do como fazer barulho com sonoridades de qualidade e postura de palco.

Confira as bandas ao vivo clicando nas fotos abaixo!


Ozzy Osbourne - "Paranoid"
Motorhead - "Ace of Spades"
Judas Priest - "Breaking the Law"
Texto: Denilson Reis
Ilustrações: Henry Jaepelt (SC), Sandro Andrade (RS) e Laudo Jr. (SP)

domingo, 7 de junho de 2015

ALMAH

Com Edu falashi no 22º Animextreme
Almah é uma banda de metal criada por Edu Falaschi, ex-vocalista do Angra. A banda foi criada em 2006 como projeto solo de Edu, mas com a gravação do segundo disco tornou-se banda sendo bem recebida pela crítica. Em 2011 o Almah sai para sua primeira turnê mundial com shows no Japão e Europa. Em 2012 Falaschi anunciou sua saída do Angra, para concentrar-se no ALMAH como sua banda principal. Em 2013 vem o quarto álbum da banda e em 2014 faz mega show no Rock in Rio.

A banda Almah já lançou 4 álbuns “Almah”, “Fragile Equality”, “Motion” e “Unfold” e 7 vídeo clipes “Beyond Tomorrow” (2008), “Trace Of Trait”, “Late Night in ’85″ (ambos em 2011), “Days Of The New” (2012), “Living And Drifting”, “When And Why” (ambos em 2013) e “Believer” (2014).

Assisti, dia 09 de maio de 2015, o show do Almah dentro do 22º Animextreme, evento de cultura pop que ocorreu em Porto Alegre/RS. Edu Falashi vem participando de eventos do gênero e é um dos cantores que participam de versões de músicas de séries de anime. O show foi muito bom, embora para um público bastante genérico.


Confira Almah ao vivo no 22º Animextreme clicando na imagem abaixo!

Almah - "Wings of Revolution"

Texto: Denilson Rosa dos Reis
Fonte: Almah, Website Oficial

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

A VOLTA DO IRA!

Arte de Francisco Vilachã
O Ira! é uma daquelas bandas que quanto mais o tempo passa mais é bacana de ouvir. Suas músicas parecem que não envelhecem, mesmo com quase 30 anos. Desta forma, saber que a banda retomou suas atividades com novas músicas, novas turnês, depois de alguns anos em que Nasi e Scandurra chegaram ao ponto de nem mais se falarem, foi a grande notícia para os fãs do bom rock nacional do século passado.

Já escrevi em outras oportunidades, mas é sempre bom mencionar novamente: considero o Ira! a grande banda do rock brasileiro. Os caras conseguiram uma legião de fãs sem se atirar de corpo e alma nas mãos do 'mainstream'. Foram aos poucos mostrando sua competência e fazendo pequenas concessões quando necessário. O Nasi é um carismático 'bandlider' e tem um pé na música 'black' que é muito forte – seu projeto “Nasi e os Irmãos do Blues” comprovam isso. Já Scandurra é o próprio rock'n'roll em pessoa, o melhor 'guitarhero' do rock nacional, e não pelas poses, sim pela energia de palco.

A volta do Ira! nos palcos gaúchos ocorreu no auditório Araújo Vianna, além de uma tour pelo interior do estado. No Araújo, a banda esgotou os ingressos na primeira apresentação, em agosto/2014 e, retornou no dia 25 de outubro para novamente lotar o auditório. Já havia visto o Ira! ao vivo em outras duas oportunidades, mas estava curioso para encarar os caras neste seu retorno.

O show de quase 2h de duração que contou com 2 bis comprovou o que eu esperava. Os caras estavam muito a fim de voltar a tocar. O público ficou satisfeitíssimo pois cantou junto e dançou o tempo inteiro, mesmo em um teatro com poltrona, o público sentou em raros momentos. Claro que o repertório ajuda, pois em 30 anos o Ira! construiu  uma carreira recheada de hits e todos eles estiveram presentes na apresentação: “Dias de Luta”, “Longe de Tudo”, “Flores em Você”, “Tolices”, “Núcleo Base”, Envelheço na Cidade” e tantas outras.

Neste retorno, Nasi e Edgar Scandurra são os membros remanescentes do quarteto original. Ao lado de Nasi e Scandurra tocam: Daniel Scandurra (baixo), Johnny Boy (teclados) e Evaristo “Vara” (bateria). Nasi confirmou toda sua liderança e carisma no palco, interagindo com o público. Scandurra é fantástico! Tocando guitarra como canhoto e sem inverter as cordas, consegue sonoridades múltiplas. O cara é um show a parte, tem uma desenvoltura de palco e uma eletricidade que parece ligado em 220w. Saímos do show com vontade de ver novamente.

Para assistir um trecho do Ira! ao vivo em Porto Alegre, 
clic na foto abaixo


Momento tiete:
Após a apresentação, eu, minha esposa Rosi, meu irmão Derimar e minha cunhada Ana, fomos até o camarim tietar um pouco, tirar fotos, pegar autógrafos e bater um bom papo, mesmo que rápido. Scandurra foi bastante solícito e aproveitei para comentar com ele sobre uma música de seu disco solo Amigos Invisíveis, “Amores em BD”. Falei que curtia quadrinhos e que achei genial ele compor uma letra onde cita as heroínas dos quadrinhos, em especial as europeias. Ele ficou contente com a lembrança.

Denilson e Rosi com o guitarrista Scandurra
Ingresso autografado
Texto: Denilson Rosa dos Reis
Ilustração: Francisco Vilachã (SP)

IRA! – Show de 2000

Arte de Francisco Vilachã
No início dos anos 80 fui a um festival de rock nacional por causa do Ultraje a Rigor, mas no mesmo dia assisti Legião Urbana e uma banda que me chamou muito a atenção: Ira! Passadas quase duas décadas, sou fã confesso desta banda.

Dia 23 de março de 2000, 1.500 pessoas – entre elas eu – assistimos ao show de lançamento do CD “Isso é Amor!”. Como era de se esperar, o repertório trouxe o CD na integra, onde se pode deliciar ótimas versões para clássicos do rock nacional como: “Teorema” da Legião, “Chorando no Campo” do Lobão, “Telefone” da Gang 90 e “Bebendo Vinho” de Wander Wildner.

O Ira! sabe que o público gaúcho é apaixonado pela banda, e hits foram tocados com emoção de primeira vez e o público cantando junto músicas como: “Dias de Luta”, “Envelheço na Cidade”, “Flores em Você” e “Núcleo Base”. Foi uma aula de rock’n’roll, apesar das ‘eletronisses’ de Scandurra, com direito a guitarra sendo quebrada no bis a lá The Who. Valeu Nasi, Scandurra, Jung e Gaspa! Valeu Ira!

Com o vocalista Nasi
Texto: Denilson Rosa dos Reis
Ilustração: Francisco Vilachã (SP)

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

WANDER WILDNER EM ALVORADA

Wander Wildner
O cantor e compositor Wander Wildner tem uma relação antiga com a cidade de Alvorada. Esta relação vem do final da década de 1980 e início da década de 1990, quando tivemos os primórdios e a consolidação do movimento punk no RS. Nesta época, Wander era vocalista da banda Os Replicantes. Como a banda estava em início de carreira, Wander tinha tempo para desenvolver projetos paralelos, e um destes, era como baixista da banda Kadafi. Com a Kadafi, Wander fez alguns shows em bares da cidade e conheceu o pessoal do rock alternativo, em especial as bandas de punk rock.

Quando Os Replicantes assinaram contrato com o selo Plug e participaram da coletânea “Rock Grande do Sul”, ao lado das bandas Garotos da Rua, TNT, De Falla e Engenheiros do Hawaii, e na sequência lançaram seu primeiro disco “O Futuro é Vortex”, Os Replicantes vieram fazer show em Alvorada, com Wander Wildner nos vocais. Neste período, a banda tinha uma legião de fãs graças a músicas como “Surfista Calhorda”, “Astronauta”, “Festa Punk” e outras. O show dos Replicantes na Sociedade União é lembrado até hoje pelos roqueiros quarentões.

Após sair dos Replicantes, Wander passou a tocar com a banda Sangue Sujo, onde, além dos vocais, passou a compor todas as músicas. Assim, foi construindo uma sólida carreira como compositor, consagrada com o lançamento do disco MTV Acústico Bandas Gaúchas, ao lado de Bidê ou Balde, Cachorro Grande e Ultramen.

Com a carreia consolidada, Wander Wildner voltou a Alvorada para 3 apresentações, dias 2, 3 e 4 de outubro de 2014, na Taberna da Arte, pequeno reduto do pessoal que milita na arte alternativa da cidade. As apresentações foram bastante intimistas, pois, além de tocar sozinho no palco, apenas com sua guitarra, o local pequeno abrigou um público seleto e super a fim de acompanhar o show. Wander foi tocando várias de suas canções ‘punk brega’ como ele costuma brincar: “Eu Não Consigo Ser Alegre o Tempo Inteiro”, “Eu Acredito em Milagres”, “O Sol que Ilumina”. Mas, entre uma e outra, lembrou de colocar músicas de amigos como Jimi Joe (“Sandina”), Graforréia Xilarmônica (“Amigo Punk”) e Júpiter Maçã (“Lugar do Caranlo”). O público saiu mais do que satisfeito.

Para ver Wander Wildner ao vivo em Alvorada/RS click na imagem abaixo:


Texto: Denilson Reis
Video: Denilson Reis