segunda-feira, 16 de maio de 2016

VIVA ROCK BRASIL

Família Reis conferindo o show
O rock brasileiro tem uma longa estrada já consolidada no universo da música popular brasileira. Desde a Jovem Guarda nos anos 60 até o movimento roqueiro dos anos 80, passando pelos anos 70 com Mutantes e Raul Seixas e, chegando as novas gerações, o rock brasileiro tem uma história. Esta história procurou ser mostrada no show “Viva Rock Brasil”, dia 03 de abril de 2016, no Anfiteatro Pôr do Sol em Porto Alegre/RS.

O evento tem como diretor musical Liminha e conta com um time de primeira no palco: João Barone (bateria), Liminha (baixo), Dado Vila Lobos e Rodrigo Suricato (guitarras), Maurício Barros (teclados) e Milton Guedes (sax). Os músicos convidados foram: Paulo Toller, Nando Reis e a banda Paralamas do Sucesso.

Com aproximadamente 30 músicas num espetáculo de mais de 2h. Grandes obras do rock nacional fizeram parte do show, mas algumas ficaram de fora. Sei que é difícil condensar toda uma história sem esquecer alguns nomes. Para mim, particularmente, achei inadmissível terem esquecido o Ira!. Sou fã de carteirinha da banda, eles construíram uma carreira que alguns homenageados no setlist estão longe de conseguir. Também esqueceram do rock gaúcho, incluindo apenas uma música da Cachorro Grande.

O show em si foi fantástico! Impossível não se emocionar ouvindo ao vivo clássicos do rock brasileiro, em especial aqueles que fizeram parte de minha adolescência como “Marvin”, “Meu Erro” e “Será”. E o que dizer então de Nando Reis cantando “Guita” de Raulzito, ou Paula Toller cantando “Agora só Falta Você”, da Rita Lee. Viva o rock Brasil!

Assista trecho do show ao vivo clicando na imagem abaixo:

"Até Quando Esperar" da Plebe Rude
Confira galeria de fotos clicando na imagem abaixo:


Texto, fotos e vídeo: Denilson Rosa dos Reis

segunda-feira, 11 de abril de 2016

TRIBUTO: JÚPITER MAÇÃ

Na platéia aguardando ao show
Domingo, 13 de março de 2016 ocorreu um tributo a Júpiter Maçã, músico gaúcho falecido em 2015, aos 47 anos. O evento reuniu mais de 30 músicos que participaram direta ou indiretamente da carreira do músico, no auditório Araújo Vianna em Porto Alegre/RS.

Júpiter Maçã iniciou sua carreira na década de 1980 no TNT, ao lado de Charles Master, Nei Van Sória e Felipe Jotz. Na época, Júpiter usava seu nome de batismo, Flávio Basso e compôs alguns clássicos da banda, gravados em seu primeiro disco. Flávio e Nei deixaram o TNT para criar uma das bandas mais cultuadas do rock gaúcho. Ao lado de Frank Jorge e Alexandre Barea surgiu Os Cascavelletes.

Foi com os Cascavelletes que Flávio ficou conhecido nacionalmente com músicas escrachadas como “Morte por tesão”, “Nega Bombom” e baladas sangrentas como “Sob um Céu de Blues”. “Nega Bombom” chegou a integrar trilha sonora de novela da Globo!

Com o fim dos Cascavelletes, no início dos anos 1990, Flávio assume a alcunha de Júpiter Maçã e lança o clássico disco A Sétima Efervescência (1997). O disco mostra toda a pegada psicodélica que viria a consagrar o músico. Entre as músicas podemos destacar “Lugar do Caralho”, que futuramente viria a integrar a trilha sonora do filme Wood & Stock, animação de Otto Guerra.

Júpiter Maçã lançou ainda: Plastic Soda (1999), onde passou a assinar seu nome em inglês, Júpiter Apple, Hisscivilization (2002), Bitter (2007), Uma Tarde na Fruteira (2008) e o DVD Six Colours of Frenesi (2014). Sua morte o impediu de lançar novos trabalhos que estavam previstos para 2016.

O tributo foi comandado pro Carlinhos Carneiro da banda Bidê ou Balde e contou com a participação, entre outros, de Duda Calvin, da Tequila Baby; Frank Jorge; Marcelo Gross, da Cachorro Grande; Rafael Malenotti, dos Acústicos e Valvulados; Wander Wildner; Edgard Scandurra, do Ira!; além de companheiros de banda como Nei Van Sória, ex-Cascavelletes, e Marcio Petracco, ex-TNT.

O público pôde se deliciar com o repertório que não deixou de fora praticamente nenhuma das canções de Júpiter. Tivemos: “Entra Nessa”, “Sob um Céu de Blues”, “Lobo da Estepe”, “Um Lugar do Caralho”, “Beatle George”, “As Tortas e as Cucas”, “A Marchinha Psicótica de Dr. Soup”. Um dos momentos mais bacanas foi “Miss Lexotan” cantada pelo guitarrista Edgard Scandurra. Scandurra e sua banda Ira! gravaram esta no disco Você Não Sabe Quem Eu Sou de 1998. Tributo ao Júpiter Maçã foi uma grande iniciativa dos músicos gaúchos.

Assista Edgar Scandurra no Tributo a Júpiter Maçã ao vivo em Porto Alegre/RS clicando na imagem abaixo:

Scandurra, "Miss Lexotan"

Veja galeria de fotos do Tributo a Júpiter Maçã em Porto Alegre/RS clicando na imagem abaixo:

Márcio Petracco e Tchê Gomes

Texto, fotos e vídeo: Denilson Rosa dos Reis

quarta-feira, 16 de março de 2016

THE ROLLING STONES EM PORTO ALEGRE

Arte de Gabriel Renner
No universo da música popular moderna e contemporânea, alguns artistas viraram clássicos, mas outros viraram lendas. Normalmente as lendas são aqueles que morreram para virar um mito, poucos se tornam lendas ainda em vida e os Rolling Stones conseguiram esta façanha. Quando anunciaram a vinda dessa lenda para Porto Alegre/RS pensei que não poderia ficar de fora, pois seria a oportunidade de vê-los ao vivo.

Num primeiro momento, ver os Stones seria algo de obrigação de qualquer roqueiro, mas após a apresentação da banda no dia 02 de março de 2016 no Estádio Beira-Rio, minha compreensão do que significa os Stones ao vivo mudou. Não era mais ver uma banda que escuto há três décadas e que tenho gravado na memória uma dezena de riffs guiterreiros. Ver os Stones foi ver um baita show de rock, mesmo que em cima do palco estivessem quatro caras com setenta anos de idade, a vitalidade deles foi algo inacreditável.

Quando o relógio marcou 21h, ouviu-se uma voz anunciar: “The Rolling Stones”. Na sequência veio o primeiro riff clássico da noite, “Jumpin Jack Flash”. No palco comecei a ver Keith Richards, Ron Wood e Mick Jagger. Pela minha colocação na arquibancada, quase rente ao palco na diagonal, não foi possível acompanhar Charlie Watts na bateria, só quando Jagger o apresentou ao público e ele veio a frente do palco. Ver essas lendas ali na minha frente foi algo mágico. Quando Jagger veio até a lateral do palco e ficou frente a nós, vi minha esposa apontando para ele com uma mão e com a outro segurando o queixo como quem diz “eu não acredito, é o Mick Jagger”. Sim pessoal, esta foi a expressão do público ao ver essa lenda viva do rock.

Durante 2h os Stones desfilaram clássicos da banda e, mesmo tocando músicas como “It’s Only Rock’n’Roll (But I Link It)”, “Let’s Spend The Night Together”, “Paint It Black”, “Honky Tonk Women”, “Star Me Up”, Miss You” e tantas outras, o certo é que qualquer que fosse o setlist, sempre vai faltar alguma música para os fãs, afinal 50 anos de carreira não são 5. Alguns momentos foram marcantes: em “Gimme Shelter” a vocalista Sasha Allen soltou a voz e ganhou o público; em “Sympathy For The Devil” tivemos um show de imagens personalizadas no palco e telões.

Quem acompanha a banda sabe de sua relação com o blues. O nome já é uma referência a uma música do Mestre Muddy Waters. “Brown Sugar” certamente foi a mais esperada pelos blueseiros que foram conferir os Stones. Ao assumir os vocais, Keith Richards mandou ver no blues e fez uma dobradinha de guitarra com Ron Wood. Mick Jagger fez os 48 mil espectadores do Beira-Rio cantarolar um blues num momento espiritual de fazer arrepiar. Viva o Blues!

Durante o show a chuva começou a apertar até que muita água começou a rolar. Num primeiro momento todos ficaram apreensíveis, como ficará a apresentação. Mas, quando Jagger viu o público interagindo mesmo “debaixo d’água”, sentiu que deveria dar algo a mais. Por outro lado, o público vendo aquele senhor de 72 anos saracoteando independente da chuva que caía, fez com que o público ovacionasse ainda mais a banda. No fim, a chuva criou uma simbiose entre banda e público que só ressaltou a grandiosidade da apresentação.

No bis, o Coral da Puc-RS subiu ao palco para acompanhar os Stones em “You Can’t Always Get What You Want”. Genial isso! Muito bacana ver a preocupação da banda em interagir com a cidade e com as pessoas onde eles vão tocar. Durante o show Mick Jagger conversou em português em vários momentos e ainda brincou dizendo que Ron Wood era gaúcho. Para encerrar, “(I Can’t Get No) Satisfaction” não poderia deixar de ser a música escolhida. Não é a música que mais curto, mas esperei mais de três décadas para gritar bem alto na frente dos Stones: “I CAN’T GET NO SATISFACTION”.

Assista aos Rolling Stones ao vivo em Porto Alegre clicando na imagem abaixo:

Stones, Honky Tonk Woman

Veja a galeria de fotos do show dos Rolling Stones em Porto Alegre clicando na imagem abaixo:



Texto e vídeo: Denilson Rosa dos Reis

Ilustração: Gabriel Renner (RS)

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

CONFRARIA DO ROCK ALVORADA

A Confraria do Rock de Alvorada foi criada para reunir a galera que curte rock’n’roll e acompanhou a efervescência do rock gaúcho nos anos 1980.


FRANK JORGE

Denilson & Frank Jorge
Quem abriu as atividades do grupo foi o músico Frank Jorge. Frank tem um trabalho respeitado como músico, cantor e compositor. Participou da lendária formação dos Cascavelletes, acompanhou vários artistas e participou de diversos projetos músicais. Além de uma carreira solo, é um dos fundadores da Graforréia Xilarmônica, com quem tem tocado frequentemente a pedido dos fãs.

Frank Jorge esteve participando da Confraria do Rock no dia 23 de setembro de 2015. Partindo da proposta do evento, Frank tocou músicas consagradas de sua carreiRa, tanto de seu trabalho solo como das bandas que participou ou participa como Cascavelletes e Grafaorréia Xilarmônica. Num clima intimista, violão e voz, Frank foi contando história e causos de sua trajetória no rock gaúcho, além de comentar sobre a criação e composição de suas músicas. O público da Confraria ficou muito agradecido pela participação do músico e a recíproca foi a mesma, pois Frank promete voltar em outras oportunidades.

Confira Frank Jorge ao vivo na Confraria do Rock Alvorada clicando na foto abaixo: 


Frank Jorge "Amigo Punk"



JÚLIO RENY

Júlio Reny, Denilson & Frank Jorge
A 2ª edição da Confraria do Rock de Alvorada trouxe Júlio Reny. O cara é considerado um dos precursores da cena sulista roqueira, quando lançou “Último Verão” em 1983. Ainda na década de 1980 formou a Expresso Oriente, que contou com músicos como Jimi Joe, Edu K e Frank Jorge. Já na década de 1990, Júlio juntou-se a Márcio Petracco (TNT) e Frank Jorge (Cascavelletes) e fizeram muito sucesso como os Cawboys Espirituais. Júlio Reny tem uma longa estrada como músico e ator, colocando vários clássicos na lista das mais conhecidas do chamado rock gaúcho.

Júlio Reny esteve participando da Confraria do Rock no dia 25 de outubro de 2015. Sua apresentação começou com “Cine Marabá” que Júlio diz ser o começo de tudo. Com um início meio tímido, aos poucos o mestre do rock gaúcho foi se sentindo mais a vontade e, dentro da proposta do evento, contou muitas histórias de sua participação na cena roqueira e de Porto Alegre como um todo. A noite foi repleta de clássicos como “Amor e Morte”, “Não Chores Lola”, “Sandina” e muitas outras. Também tocou músicas de sua fase no Cawboys Espirituais, fez homenagem a Bebeco Garcia dos Garotos da Rua (falecido em 2010) e tocou sua versão para “Amada Amante”, de Roberto Carlos. Como Júlio veio acompanhado de Frank Jorge, abriu espaço para o vocalista da Graforréia Xilarmônica tocar músicas como “Amigo Punk”.

Esta foi a quarta vez que Júlio Reny esteve em Alvorada. As três primeiras vezes foram no século passado. Esperamos que não leve tanto tempo para Júlio voltar a nossa cidade.

Confira Júlio Reny ao vivo na Confraria do Rock Alvorada clicando na foto abaixo:

Júlio Reny "Amor e Morte"

Texto, fotos e vídeo: Denilson Rosa dos Reis

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

DAVID GILMOUR EM PORTO ALEGRE

Dizem que homem não chora, mas toda a regra ou senso comum tem suas exceções. Quando David Gilmour subiu ao palco da Arena Portoalegrense, tocando a introdução instrumental “5 A.M.” de seu novo disco Rattle that Lock, a atmosfera mudou com o público recebendo o guitarrista do Pink Floyd de uma forma muito calorosa. Já na segunda música “Rattle that Lock”, que como disse, dá nome a seu novo disco, no momento em que começou a fazer o solo em sua guitarra, comecei a arrepiar e os olhos ficaram mareados, mas na quarta música, “Whish You Are Here”, as lágrimas despencaram e não foram algumas gotinhas, foi uma verdadeira cachoeira de lágrimas, pois um filme passou pela minha cabeça.

Comecei minha “vida de roqueiro” no início dos anos 1980, quando escutei a clássica “Another Brick in The Wall” pela primeira vez. A partir dessa música, abri minha cabeça para o mundo do rock. O filme The Wall de Alan Parker teve papel importante, pois fiquei impressionado com a capacidade criativa de Roger Waters. Curti tanto o disco/filme que fui atrás da discografia da banda e aí me caiu o queixo: a criatividade dos discos do Pink Floyd iam além do simples rock para divertir, as composições eram verdadeiras obras-primas, em que uma figura criava toda a atmosfera musical para as doideiras e genialidades de Waters. Estou falando do guitarrista David Gilmour.

Ver Gilmour tocando na minha frente, quase cara a cara, a clássica “Whish You Are Here” foi um momento que esperei por mais de três décadas. Quando conheci a Rosi, hoje minha esposa, ela ainda cursava o 2º Grau (Ensino Médio) e como tinha aula de inglês pedi para ela traduzir essa música. Naquela época, não havia internet nem os programas de tradução. Em nosso casamento, em vez da tradicional valsa nupcial dançamos ao som de “Whish You Are Here”. Então, quando Gilmour começou a cantar “So, so you think you can tell...” não me contive e fui às lágrimas. Terminada a música, era preciso me recompor, afinal teríamos quase três horas de show. Sequei as lágrimas e me concentrei no show que teria grandes momentos da carreira do Pink Floyd e músicas do novo disco de David Gilmour.

O guitarrista foi intercalando as novas canções com clássicos de vários discos do Floyd. Tocou “Astronomy Domine” do primeiro disco, The Piper at the Gates of Dawn, quando Gilmour ainda não era da banda. Deu destaque ao mais popular disco da banda, The Dark Side of The Moon, tocando “Money”, “Us and Them”, “Time” e “Breathe”. Não esqueceu The Wall tocando canções em que teve papel determinante nas composições com “Run Like Hell” e “Confortable Numb”. Privilegiou também músicas da fase em que liderou a banda nos discos A Momentary Lapse of Reason e The Division Bell como “Sorrow”, “Coming Back to Life” e “High Hopes”. Já do novo trabalho foram cinco músicas em que mostrou uma diversidade de sonoridades, inclusive não se furtando de tocar "The Girl in the Yellow Dress”, um cool jazz fantástico. Não esquecendo um momento iluminado da carreira da banda com “Shine on You Crazy Diamond”.

O show, que ocorreu dia 16 de dezembro de 2015, começou “britanicamente” às 21h e encerrou perto das 24h, ou seja, três horas de música com um intervalo no meio do show. Alguns momentos foram mágicos como os reloginhos no telão anunciando a chegada de “Time” e o solo quilométrico e eletrizante de “Confortable Numb”, última música do show. Gilmour falou pouco, ele se comunica com a guitarra através de seus solos. Falou mais para agradecer a recepção calorosa do público e para apresentar a banda, e que banda, diga-se de passagem. Começa com Phil Manzanera, ex-guitarrista do Roxy Music, Guy Pratt (baixo), Stevie Di Stanislao (bateria), Jon Carin e Keven McAlea (teclados) e o brasileiro João Mello no saxofone.

Gilmour para mim é o maior guitarrista da história do rock pois ele alia técnica, criatividade e a alma dos velhos blueseiros. Isto só reforçou o fato de eu me tornar um “floydmaníaco” e por isso foi muito difícil escrever este artigo. Faltam palavras para descrever toda a emoção de estar vendo ao vivo a lenda do Pink Floyd.

Assista David Gilmour ao vivo em Porto Alegre clicando na imagem abaixo:


Veja galeria de fotos do show de David Gilmour em Porto Alegre clicando na imagem abaixo:



Texto, video e fotos: Denilson Reis

domingo, 13 de dezembro de 2015

PEARL JAM EM PORTO ALEGRE

Arte de Lucas SB
Minha vibe roqueira é mais anos 1970, mas nos anos 1990 a banda Pearl Jam chamou minha atenção, quando surgiu na leva do rock de Seattle e o chamado movimento Grunge. O Pearl Jam veio fazendo um rock mais clássico e menos punk, em alguns momentos com bastante peso nos riffs, em outros baladas bem pegadas. Foi essa consistência roqueira que me conquistou e fez eu curtir bem mais a banda que outras que surgiram naquele período.

Por incrível que pareça, mesmo gostando da banda, acabei perdendo os shows anteriores realizados em Porto Alegre. Essa é a terceira vez que o Pearl Jam toca na capital gaúcha. Em 2005 tocaram no gigantinho, em 2011 no estádio do São José; e exatos quatro anos depois, no dia 11 de novembro de 2015 voltaram para apresentação na Arena Portoalegrense.

O Pearl Jam tocou em Porto Alegre dentro de sua turnê latino-americana que divulga o lançamento do disco Lightning Bolt (2013), que não é tão novo assim. A turnê começou no Chile, passou pela Argentina e chegou ao Brasil para cinco shows. A capital gaúcha foi escolhida para dar início as apresentações no Brasil.

O show do Pearl Jam foi competentíssimo com três horas cravadas de músicas. A banda subiu ao palco às 21h e só se despediu do público às 24h, mesmo com a administração da Arena tendo ligado as luzes quase uma hora antes achando que era o final do show. Foram exatas 33 músicas que empolgaram o público, em especial as canções do disco Ten como “Jeremy”, “Black” e “Alive”. Aliás, “Alive” é o grande clássico e fez a galera cantar junto.

Durante o show, Eddie Vedder interagiu de forma carismática com o público, inclusive escreveu alguns textos e pediu para traduzirem para o português para poder ler no palco. Essa foi uma atitude muito bacana e, para mim que acompanho vários shows internacionais, inédita. A data 11/11 marca o aniversário de Jill, esposa de Eddie. Ele pediu para o público cantar – em português puxado por ele – “Parabéns a Você”.

Além das três horas de show, conversas em português e uma banda muito competente formada por Eddie Vedder (voz), Mike McCready (guitarra), Stone Gossard (guitarra), Jeff ament (baixo) e Matt Cameron (bateria), o público gaúcho foi o primeiro a ver o Pearl Jam fazer o cover de “Comfortably Numb”, do Pink Floyd. Já é tradição da banda fazer covers em seus shows e eles escolheram o show de Porto Alegre para tocar esse clássico do Floyd pela primeira vez. Eu, como “floydmaníaco”, agradeço!

Confira Pearl Jam ao vivo em Porto Alegre clicando na imagem abaixo:



Texto: Denilson Reis
Ilustração: Lucas SB (RS)
Fotos: Denilson e Rosi Reis

domingo, 20 de setembro de 2015

ERIC CLAPTON

Arte de Jader Correa
Eric Clapton é um branquelo inglês que tem a alma do Blues. Foi assim que eu defini – quanta pretensão – o show de despedida deste senhor de 56 anos que passou por Porto Alegre dia 10 de outubro de 2001.

As 40 mil pessoas que lotaram o Estádio Olímpico puderam conferir de perto que Eric Clapton realmente tem a alma do Blues, não porque tocou Hoochie Coochie Man, um dos maiores clássicos do gênero, mas porque é isso que sentimos quando ele está solando, seja num rock’n’roll ou numa balada.

Mas nem todos que foram ao show estavam para conferir sua veia blueseira, a esmagadora maioria foi para curtir os clássicos de Clapton, e ele não decepcionou ao público, os eternos hits não foram esquecidos. Músicas como Layla e Cocaine, as baladas Tears in Heaven e Wondeful Tonight e o clássico do Crean, Sunshine of your Love fizeram o público sair do estádio dizendo que o show valeu o ingresso.

Texto: Denilson Rosa dos Reis

Ilustração: Jader Correa (RS)